Gordo é o seu futuro

Sabemos que a crise de obesidade que testemunhamos ultrapassa todos os limites. Entretanto, cabe a pergunta: antigamente, as pessoas eram mais magras? Graças ao acompanhamento médico de milhares de pessoas durante…

Tempo de leitura: 4 min.

Sabemos que a crise de obesidade que testemunhamos ultrapassa todos os limites. Entretanto, cabe a pergunta: antigamente, as pessoas eram mais magras? Graças ao acompanhamento médico de milhares de pessoas durante quase 40 anos, cientistas determinaram um novo fator de risco: a data de nascimento.

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Neste tipo de análise histórica, a maior dificuldade é conseguir dados confiáveis. Isso porque são poucos os países que acumulam informações suficientes a respeito de hábitos alimentares e genética, durante várias gerações, para serem comparados.

Por isso, a pesquisa feita pelo Hospital Geral de Massachusetts (Estados Unidos), com o acompanhamento médico de milhares de pessoas durante quase 40 anos, é tão valiosa.

Os dados fazem parte do estudo Framingham, que leva o nome da localidade norte-americana na qual começou, em 1948, estudando a saúde cardiovascular de cerca de 10 mil voluntários.

De modo geral, o estudo busca explicar o assombroso aumento da obesidade nas últimas décadas nos Estados Unidos, onde o problema quadruplicou nas gerações jovens.

Os cientistas focaram no gene FTO, o maior fator de risco genético relacionado à obesidade.

A descoberta revela que a associação entre o gene da gordura e um índice maior de massa corporal era inexistente entre as pessoas nascida antes de 1942.

Esta seria uma prova de que o ambiente muda a expressão genética das pessoas. E estas mudanças começaram a agravar-se após a Segunda Guerra Mundial.

No país do consumo, os fatores ambientais globais como a mudança nos produtos alimentares e o volume de atividade no trabalho influenciaram as variantes genéticas.

Por isso, nas gerações posteriores, essa correlação entre genética e obesidade não só aumentou de forma progressiva, mas se tornou duplamente intensa em relação ao que mostravam estudos anteriores.

Portanto, o que vemos nas ruas, nos dias de hoje, é resultado do que começou a acontecer a cerca de 50 anos atrás.

A partir desta perspectiva, o aumento da produção e consumo de alimentos com gordura trans e o sedentarismo decorrente da facilidade no transporte e a redução dos postos de trabalho braçal são duas das explicações que podemos encontrar.

São também duas importantes lições a se tomar, se quisermos influenciar o peso e a consequente qualidade de vida de nossos filhos e, até, netos.

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