Junte-se a mais de 100,000 pessoas que recebem conteúdos semanais por e-mail.
Lucilia Diniz desmistifica o que significa viver bem a vida, por dentro e por fora.
Acusadas de gastarem mais energia, as lâmpadas incandescentes estão proibidas. Mas, segundo estudo, exposição a luzes mais brilhantes altera nosso metabolismo. E isso significa mudanças indesejáveis no corpo humano a longo prazo.
Dormindo com o inimigo – Cuidado com quem você leva para a cama
O perigo do “junk sleep” – Na hora de desligar, desligue
Estudo da Northwestern University Feinberg School of Medicine (Estados Unidos) descobriu que a exposição à luz forte aumenta a resistência à insulina, em comparação a uma iluminação mais suave, pela manhã e à noite.
No teste, 19 voluntários foram divididos em dois grupos.
O primeiro foi banhado com luz fluorescente por três horas, meia hora após o despertar.
Já o segundo recebeu a mesma quantidade de luz fluorescente à noite, 10 horas e meia após acordarem.
Os resultados de cada participante foi comparado com sua própria reação à luz fraca, sob a qual também foram alimentados.
O experimento mostrou que a exposição à luz forte alterou o metabolismo dos participantes, tanto de manhã quanto à noite.
À noite, as luzes mais brilhantes ainda causaram picos de glicose no sangue.
A resistência à insulina é a incapacidade do corpo para fazer circular adequadamente a glicose da corrente sanguínea provocam uma acumulação de açúcar no sangue.
Ao longo do tempo, o excesso de glicose no sangue pode resultar num aumento da gordura corporal, ganho de peso e um maior risco para o diabetes.
De acordo com o Dra. Kathryn Reid, uma das autoras da pesquisa, estes resultados fornecem evidências de que a exposição à luz brilhante pode influenciar negativamente o metabolismo.
Uma pesquisa anterior realizada pela mesma equipe já havia provado que as pessoas que receberam a maior parte da luz brilhante na parte da manhã pesava menos do que aquelas que a ela foram expostos após o meio dia.
Estudos com cobaias também revelaram que os animais expostos a uma luz constante tiveram alterado o metabolismo da glicose e ganharam mais peso, em comparação com cobaias do grupo de controle.
A descoberta enfatiza como os impactos ambientais influenciam nossa saúde.
Já vimos como a poluição causada pela iluminação em excesso, comum nas grandes cidades, provoca inúmeros problemas à saúde.
É claro que mudar para o interior ou uma praia deserta pode não ser viável, mas amenizar os efeitos da vida urbana é necessário.
Uma boa medida é evitar o junk sleep, que acontece quando levamos o smartphone para a cama.
Quando o telefone pisca, nosso organismo entende que já é dia – e para de produzir melanina, o hormônio que, além do tom da pele, também regula o sono.
Junte-se a mais de 100,000 pessoas que recebem conteúdos semanais por e-mail.
Lucilia Diniz desmistifica o que significa viver bem a vida, por dentro e por fora.