Trocando o açúcar por um milagre

Evitar o açúcar é fundamental. Para ampliar as alternativas, proteína da fruta-do-milagre, chamada apropriadamente de miraculina, está sendo sintetizada para chegar ao mercado.  Leia mais: Advantame – Novo adoçante aprovado para o…

Tempo de leitura: 4 min.

Evitar o açúcar é fundamental. Para ampliar as alternativas, proteína da fruta-do-milagre, chamada apropriadamente de miraculina, está sendo sintetizada para chegar ao mercado. 

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O primeiro contato com a fruta-do-milagre é uma surpresa.

Esta frutinha vermelha, original da África, tem um sabor que parece juntar a manga com o morango.

Mas a surpresa vem do que ela provoca no paladar.

Se após uma amostra da fruta você colocar na boca um limão, por exemplo, o azedo do cítrico transmuta-se como por milagre para um sabor doce, de maneira inexplicável.

O efeito pode durar de 15 minutos a duas horas.

Sob o microscópio, os cientistas descobriram que a fruta contém uma glicoproteína, chamada muito apropriadamente de miraculina.

Ao entrar em contato com a língua, esta macromolécula se une aos receptores de sabores, distorcendo sua sensibilidade, fazendo com que o azedo se torne doce.

Esta proteína se degrada rapidamente, fazendo com que a fruta seja mantida sob refrigeração após a colheita.

A planta leva quatro anos até atingir a maturidade e poder dar frutos, o que faz com que a fruta custe até 1,50 dólar (cerca de 5,40 reais) cada uma.

Por esta instabilidade, todo o mundo está de olho no progresso de sintetização da miraculina, trabalho a que se dedica a start-up de biotecnologia MiraculeX.

O trabalho, conduzido com sigilo devido à pendência em aprovação de patentes, consiste em enxertar o DNA da fruta em alfaces.

Tudo feito com o cuidado em não utilizar tecnologia de organismos geneticamente modificados (OGM), até hoje encarados com restrições pela maioria dos consumidores.

Após a moagem das folhas desta alface, é separado o extrato de miraculina.

Ainda não foi decidido qual cor será utilizada no produto final, se branco como o próprio açúcar e outros adoçantes ou verde, que é sua cor natural.

O certo é que há ainda muitos testes a serem conduzidos, até que a produção possa ser feita em larga escala.

Entre eles, os que garantam estabilidade do produto sob altas temperaturas e outros que regulem a duração do efeito adoçante, para que não interfira em outros sabores de uma refeição, por exemplo.

Mas as pesquisas sinalizam que podemos encontrar em breve mais uma alternativa ao perigoso açúcar, do qual muitas pessoas não conseguem abrir mão.

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